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NOTA DE REPÚDIO

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), o Instituto Federal Sul-riograndense (IFSul) e o Instituto Federal Farroupilha (IFFar), como instituições acadêmicas, vem a público lamentar a extinção de 08 (oito) fundações gaúchas, a partir da aprovação dos Projetos de Lei 240/16 e 246/16, encaminhados pelo atual Governo de Estado do RS à Assembleia Legislativa e aprovados na madrugada de 20 para 21 de dezembro de 2016, a saber: Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF) e a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Fundação Zoobotânica, Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), a Fundação de Economia e Estatística (FEE), Televisão Educativa (TVE), Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) e Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH). É inegável a importância histórica destas fundações para o estado do Rio Grande do Sul. Dentre as atividades de destaque desenvolvidas por essas fundações pode-se destacar: a pesquisa econômica e social, produzindo séries históricas e dados conjunturais, demográficos e econômicos, desenvolvidos pela FEE, tão necessários para pensarmos o Estado do RS; a notável participação no programa erradicação da febre aftosa e o diagnóstico laboratorial de diversas enfermidades em animais de produção, realizados pela FEPAGRO; a manutenção de um catálogo de espécies botânicas e de informações sobre as espécies animais em extinção no estado, realizado pela Fundação Zoobotânica; e, ainda, difusão de informações que atingem cerca de 6,5 milhões de cidadãos e cidadãs deste estado através de dois patrimônios culturais gaúchos que são a TVE e a FM Cultura. Portanto, a aprovação desses projetos de lei causa imensurável impacto na sociedade gaúcha, atingindo diversas áreas estratégicas do estado do Rio Grande do Sul e afetando fortemente a independência científica, histórica e cultural. A extinção destas fundações levará ao retrocesso do desenvolvimento e da evolução do estado, principalmente em um momento de crise financeira e econômica, a qual o estado e o Brasil estão enfrentando. Em momentos como estes, instituições que tem como objetivos o desenvolvimento da ciência, o pensamento crítico e o fornecimento de informações estratégicas para o governo deveriam ser fortalecidas e não extintas.

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