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Incertezas no cenário econômico pautam discussões da segunda edição do workshop Diversidade e Inclusão do IFRS

Nesta quinta e sexta-feira, 15 e 16 de setembro de 2016, o hotel Dall'Onder, em Bento Gonçalves está sendo palco da segunda edição do workshop Diversidade e Inclusão do IFRS. Com o objetivo de qualificar servidores para um trabalho concreto e articulado nos temas foco das ações afirmativas, como: a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas; a valorização etnicorracial; a defesa dos direitos humanos; o combate à homofobia, ao sexismo e a todas as formas de discriminação, o evento contou com cerca de 150 servidores, de todas as unidades da instituição que estão ligados aos Núcleos de Ações Afirmativas, Assistência Estudantil, Extensão, Ensino, diretores-gerais de campi e Gestão de Pessoas.

A programação contemplou exposições, palestras, debates, mesas, momento cultural e apresentações. As discussões do primeiro dia foram pautadas pelas incertezas do cenário político e econômico que o país vem enfrentando. A fala do reitor substituto, Amilton de Moura Figueiredo; bem como da pró-reitora de Extensão, Viviane Silva Ramos; e dos palestrantes: Dilvo Ilvo Ristoff, professor da UFSC; e Paulo César Carbonari, professor do Instituto Berthier (IFIBE), foram em tom de preocupação com os cortes na área da educação que já estão comprometendo o andamento de muitos programas e projetos, além da extinção de vários outros.

Abertura

Viviane fez um apanhado de todas as conquistas ao longo dos últimos anos, que fazem do IFRS, hoje, uma instituição de referência nacional em ações afirmativas. "Como iremos trabalhar a partir do próximo ano com corte orçamentário significativo nos recursos da Proex? Um corte de 56% e dos campi na faixa de 20%. Sei que ao finalizarmos esse evento estaremos motivados e cheios de ideias para avançarmos sempre mais, independente das dificuldades que encontrarmos naquilo que julgamos fundamental que é o respeito e a atenção ao ser humano na sua diversidade". Amilton, por sua vez, questionou "Como falar em direitos humanos e igualdade racial se não sabemos onde foram parar as políticas voltadas para estas questões no âmbito do governo?" Ele lembrou de políticas de combate à discriminação que estão sendo apagadas em nome da economia de recursos.

A assessora de ações inclusivas, Andréa Poletto Sonza, destacou que o trabalho que vem sendo desenvolvido só é possível com o apoio dos membros dos núcleos, gestores e colaboradores "Vocês, imbuídos em um espírito de respeito a todos fazem a engrenagem da inclusão, diversidade, resgate à cidadania, funcionar". A assessora apresentou números dos núcleos no Instituto. Atualmente são 12 Núcleos de Atendimento às pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne); 12 Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi); sete Núcleos de Estudo e Pesquisa em Gênero e Sexualidade (Nepgs), cinco Núcleos de Ações Afirmativas (Naaf) e um Centro Tecnológico de Acessibilidade (CTA).

Palestras

A primeira palestra Estado da Arte das Ações Afirmativas no Brasil, proferida pelo professor Dilvo, apresentou uma série de dados da educação inclusiva, como sistema de cotas e de outros programas sociais, através de um comparativo numérico que compreendeu os últimos anos. O professor falou sobre a preocupação com o momento atual e a manutenção de toda estrutura que vinha sendo construída no que diz respeito a políticas educacionais públicas. "Esse momento que vivemos é extremamente complicado. Estamos diante, afinal, da sabedoria ou da tolice? Dá pra acreditar em algo ou essa é a época da total descrença das pessoas nas instituições? Parece-me que vivemos hoje um singular momento em que a certeza é a incerteza". Dilvo se disse angustiado e com forte sentimento de apreensão "hoje falo a vocês tentando dar sentido aos dados que apresento e a experiência que acumulei de militância em prol da educação", defendeu.

O segundo palestrante tratou sobre Direitos Humanos, ambiente escolar e práxis pedagógica. Paulo César falou sobre a educação enquanto um direito humano. Ele citou o preâmbulo da declaração universal dos direitos humanos "A educação é um dos conceitos chaves e um direito básico, no entanto há, ainda, um certo estranhamento entre este direito e os direitos humanos". O professor discorreu sobre o fato de vivermos em uma sociedade em que direitos são entendidos como se fossem resultantes de mérito ou de privilégio. Ao final da explanação, a plateia fez alguns questionamentos ao facilitador e um espaço interativo de reflexão foi formado.

Outras atividades

Ainda no primeiro dia, representantes dos campi e da Proex apresentaram um relato das Comissões e Grupos de Trabalho institucionais que estão em andamento ou que já foram concluídos. O espaço do evento também propiciou uma mostra do material produzido localmente. Durante o almoço, a orquestra filarmônica do Instituto Tarcísio Michelon fez uma apresentação musical. Os pró-reitores Clarice Monteiro Escott (Ensino), Eduardo Girotto (Pesquisa, pós-graduação e inovação) e Viviane (Extensão), falaram sobre As ações afirmativas e a interface entre Ensino, Pesquisa e Extensão.

Para finalizar, Sidnei Schames falou sobre sua experiência com cinema acessível. Ele é diretor da Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade), que é a primeira do país. Durante a apresentação, Sidnei contou a trajetória que possui com o festival de cinema acessível, voltado para pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual, cognitiva e surdos. Durante todo o evento ocorreu a Mostra de Arte sobre Corpo Gênero, Sexualidade e Discriminação LGBT (PIXEL Arte) de Bernardo Dal Pubel, Jadye Berwig e Tomaz Trevisan.

Na sexta-feira, pela manhã, foi a vez das mesas, divididas por Núcleos:

- Nepg: mesa Estratégias para o (re) conhecimento e a valorização da Diversidade de Gênero e Sexualidade na escola, com Ìcaro Bonamigo Gaspodini, integrante do Núcleo de Estudos de Família e Violência (Nefav) e Ana Maria Colling, professora visitante da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

- Napne: mesa Estratégias para um Currículo Inclusivo, com Francisco Dutra dos Santos Júnior, Atendimento Educacional Especializado em escola da rede municipal de Porto Alegre e Tatiana Novello, da 4ª Coordenadoria Regional de Educação como Assessora Técnica da Educação Especial de Caxias do Sul. Oficina materiais pedagógicos adaptados/acessíveis do Projeto Diversidade Na Rua.

- Neabi: mesa: Como trabalhar a valorização etnicorracial na escola, com Ana Luisa Teixeira de Menezes, professora da Unisc e André Luis Pereira, do Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Gravataí.

Na parte da tarde, a palestra de encerramento Diversidade e Equidade e o Papel dos Institutos Federais, ficou por conta de Sérgio Luiz Alves de França, do IFRN.

Confira mais fotos no facebook /IFRSOficial: https://www.facebook.com/IFRSOficial/posts/1292405040772009

Fotos: Fernando Menegatti

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