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IFRS lança documentos de apoio à pesquisa e inovação durante Capacitação para Pesquisadores

Evento de dois dias foi realizado em Bento Gonçalves

Foram dois dias dedicados a refletir sobre a importância, os avanços, as necessidades e os potenciais da pesquisa no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). O 3º curso de capacitação para pesquisadores do IFRS ocorreu em 22 e 23 de junho de 2015 em Bento Gonçalves, no Dall Onder Grande Hotel, com a presença de aproxidamente 150 servidores envolvidos na área.

Na abertura do evento, a Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Proppi) lançou três importantes documentos: a cartilha As perguntas mais frequentes dos pesquisadores do IFRS, o Catálogo Institucional de Potencialidades em Pesquisa e Inovação e o edital de fluxo contínuo para auxílio à revisão de artigos traduzidos para línguas estrangeiras e pagamento de despesas de publicação em periódicos técnico-científicos (edital Proppi 09/2015).

"São ações para qualificar as atividades de pesquisa e pós-graduação na nossa instituição", salientou o pró-reitor da Proppi, Júlio Xandro Heck. Ele lembrou que há muitos desafios para a área, como desburocratizar normas, implantar um sistema integrado de pesquisa e impulsionar o trabalho em redes colaborativas entre os câmpus e com instituições externas. No entanto, elencou uma série de avanços concretizados desde a 2ª capacitação de pesquisadores, ocorrida em 2014, entre eles a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do IFRS pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa; a aprovação dos dois primeiros mestrados do Instituto pela Capes e a previsão de envio de três novas propostas de mestrado: Agronomia (câmpus Sertão e Ibirubá), Educação (Câmpus Sertão) e Enologia (Câmpus Bento Gonçalves).

O pró-reitor de Desenvolvimento Institucional, Osvaldo Casares Pinto, representou a reitora Cláudia Schiedeck Soares de Souza na abertura do curso. Osvaldo também relembrou a trajetória do IFRS na pesquisa e na inovação: "Quando da criação dos Institutos Federais, há seis anos, atuávamos apenas no ensino e tínhamos algumas ações em extensão. Hoje estamos construindo um conjunto de ações estratégicas que contemplam as necessidades dos pesquisadores. É uma caminhada recente, mas a passos largos, e cada vez que recebemos uma avaliação externa confirmamos a qualidade do trabalho que todos têm desenvolvido no IFRS".

Após a abertura, foram realizadas duas palestras: O papel dos Institutos Federais na pesquisa e na pós-graduação, ministrada por Hélio Leães Hey, da UFSM; e Qualidade da pesquisa e sua relação com a pós-graduação, com Carlos Alberto Ceretta, também da UFSM (veja mais abaixo). No segundo dia de evento, os participantes dividiram-se em grupos, conforme as áreas de atuação, para participarem de workshops de troca de ideias e qualificação.

O 3º curso de capacitação teve como tema central Qualidade de saberes conexos: o avanço das fronteiras da ciência e da tecnologia no IFRS. Foi promovido pela Proppi, Comitê de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Coppi) e Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP).

Palestras

Apenas 8% da população brasileira tem ensino superior e pós-graduação. Desde 1997, o número de matrículas de jovens entre 18 e 24 anos na educação superior cresce consideravelmente; mesmo assim, em 2013, apenas 30% dos brasileiros com esta faixa etária estava neste nível de ensino. Números como esses foram apresentados pelo palestrante Hélio Leães Hey, da UFSM, para estimular uma reflexão sobre "O papel dos Institutos Federais na pesquisa e na pós-graduação". Hey defendeu os mestrados profissionais como uma alternativa para qualificar profissionais conforme o perfil demandado pela indústria e estimular a inovação.

Carlos Alberto Ceretta, também da UFSM, palestrou sobre "Qualidade da pesquisa e sua relação com a pós-graduação", fazendo provocações para o público. "Estamos em um momento de questionamento: trabalhos para quê? Tudo o que fazemos no que vai refletir?", perguntou. Ele lembrou que muitos são críticos em relação à instituição em que atuam sem se dar conta de que a instituição é reflexo do trabalho de seus integrantes. "É mais fácil trabalharmos criticando e refletindo, mas fazendo pouco para mudar." Ceretta convidou os participantes a pensar na relação docente e discente e nos seus insucessos atuais, os quais refletem na qualidade de pesquisa e geram descrença no mercado de trabalho. "Estão todos correndo sem saber onde querem chegar; cheios de coisas para fazer, mas perdendo o foco", observou.

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