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Estudantes criam site e aplicativo para auxiliar refugiados

Estudantes do Câmpus Bento Gonçalves querem dar continuidade ao projeto

O crescimento no número de refugiados e imigrantes na região da Serra gaúcha e os desafios enfrentados por eles despertaram a atenção e a criatividade de um grupo de estudantes do curso Técnico em Informática para a Internet do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Para auxiliá-los a buscar apoio, assistência e serviços no Brasil, cinco alunas com idade entre 17 e 18 anos criaram o website e o aplicativo gratuito Helping Hand (Mão amiga).

Em cinco idiomas: português, inglês, espanhol, árabe e francês, as ferramentas informam endereços físicos e eletrônicos de instituições de todo o país. Entre elas estão agências internacionais, de assistência jurídica, centros de apoio, templos religiosos, órgãos governamentais, consulados e embaixadas. Há também espaços que oferecem aulas de português, oportunidades de emprego e hospitais. O objetivo é facilitar a integração deles à comunidade, a partir do acesso à informação.

A equipe que desenvolveu o Helping Hand é formada pelas estudantes Aline Weber, Ingrid Baggio, Monique Invernizzi, Luana Bianchi e Laís Roman, do Câmpus Bento Gonçalves do IFRS.

O projeto foi escolhido como um dos dez finalistas brasileiros da Technovation, maior competição de tecnologia do mundo voltada para jovens empreendedoras. O concurso é promovido pela organização não-governamental norte-americana Iridescent e tem entre os parceiros globais a Google, o MIT Media Lab, o Facebook e o Dropbox. Nesta temporada 2015, impactou mais de 1.500 meninas em 21 estados do Brasil.

O desenvolvimento do projeto

A ideia de desenvolver o Helping Hand surgiu quando as estudantes conheceram melhor a dura realidade de quem chega a uma terra nova em busca de oportunidades: preconceito, dificuldades com o idioma, falta de informações e obstáculos para conseguir emprego são alguns desafios citados pelos próprios imigrantes e refugiados em conversas com as meninas.

"Muitos são muçulmanos e enfrentam problemas para se adaptar à cultura. Alguns chegam aqui psicologicamente abalados, fugindo de uma guerra civil, e precisam de apoio. E mesmo os imigrantes de países desenvolvidos às vezes têm obstáculos com a língua e para saber onde buscar informações", conta Ingrid.

Para viabilizar o site e o aplicativo, foram necessárias longas horas de buscas e a ajuda de muitos parceiros. A partir das conversas com os imigrantes e refugiados, pesquisas na internet e telefonemas a instituições de apoio, elas conseguiram um primeiro mapeamento das organizações a serem citadas. Todas as informações são checadas pela equipe antes da publicação.

Atualmente, o aplicativo está disponível na Play Store, mas as estudantes pretendem disponibilizar também na APP Store e participar de eventos que possibilitem divulgar o serviço para o público-alvo. Por isso, aceitam parcerias com empresas e profissionais e doações. Parte das doações em dinheiro será repassada para instituições de apoio a imigrantes e refugiados (conta do projeto no Banco do Brasil, agência: 2969-6, conta corrente: 24.144-x). Outros contatos podem ser feitos pelo e-mail: contatohelpinghand@gmail.com.

Para concretizar a ideia, elas receberam auxílio dos professores Marcio Bigolin e Tiago Martins da Silva Goulart. Foram apoiadores: Ahmed Shatat, Filippo Petroli, Glenda Heller Cáceres, Marcelo Haydu, Nina Kerouanton, Priscila Werner e Rangel Rottoli.

Confira a matéria em vídeo sobre o Helping Hand

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