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Projeto Olhos dAlma é lançado na Casa das Artes

Solenidade de lançamento do Projeto Olhos dAlma

Transformar peças do acervo de um museu em objetos táteis, possíveis de serem tocados por pessoas de baixa visão, cegos, ou ainda por quem tiver interesse em sentir uma obra de arte. Foi a partir desta ideia que nasceu o projeto Olhos d'Alma, pioneiro no Brasil e que virou uma realidade na noite de quinta-feira, 15 de agosto, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves.

Fruto de uma parceria entre a prefeitura do município, através do Museu do Imigrante e o Câmpus Bento Gonçalves do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), por meio do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Especiais (Napne), o projeto foi lançado com a exposição de 17 peças e suas réplicas acessíveis. Além de tocar nas obras, as pessoas puderam acompanhar toda descrição de cada objeto em braile, um sistema de leitura cujos caracteres se indicam por pontos em alto relevo.

Como o Museu do Imigrante está fechado, a exposição está aberta na sala Anastácio Orlikowski, na Casa das Artes, onde deve permanecer por pelo menos dois meses. A Casa está localizada na rua Herny Hugo Dreher, 127, bairro Planalto.

Solenidade

Durante a solenidade de lançamento estiveram presentes: o diretor do Câmpus Bento Gonçalves do IFRS, professor Luciano Manfroi, que também representou a reitora do Instituto, professora Cláudia Schiedeck Soares de Souza; o prefeito municipal em exercício, Mário Gabardo; o secretário de cultura e presidente da Fundação Casa das Artes, Jovino Nolasco; representando a Câmara de Vereadores, o vereador Márcio Pilotti; a autora e idealizadora do projeto, professora Neiva Poletto; o presidente da associação de deficientes visuais, Volmir Raimondi; a assessora de ações inclusivas e gerente nacional do Projeto de Acessibilidade Virtual (PAV) do IFRS, Andréa Poletto Sonza, além de pessoas da comunidade bento-gonçalvense que prestigiou o evento.

O diretor do Câmpus Bento, professor Luciano Manfroi, relata que quando a professora Neiva lhe apresentou o projeto, aceitou na hora. - Pegamos um público-alvo que não era atingido, somos uma instituição de ensino e acredito que é na escola que se deve começar as ações deste tipo, de inclusão. Temos que dar uma resposta à sociedade e servir de exemplo.

Foram quatro anos, até a ideia de Neiva se tornar possível. Depois de muitos projetos submetidos ao Ministério da Educação (MEC), finalmente em 2012, quando as verbas foram liberadas e recebeu o apoio necessário, a professora e mais cinco voluntárias começaram a ter aulas com o instrutor de artes do departamento de cultura de Santa Cruz do Sul, Alceo Luiz da Costa.

O aprendizado

Os encontros ocorreram durante um ano, todas as sextas-feiras em uma sala do Câmpus Bento. Durante as oficinas, as alunas puderam aprender a técnica da reprodução dos objetos em gesso, madeira, fibra de vidro, resina com pó de mármore e outros materiais. - Procuramos fazer as texturas parecidas com as peças originais. Para os deficientes visuais não existe uma técnica específica e sim várias. É um processo trabalhoso e demorado que exige paciência -, revela Costa. O professor disse ainda sentir-se realizado com a experiência: - A arte só tem sentido quando é repassada. Precisamos esvaziar o conhecimento para continuar aprendendo -, finaliza.

No que depender de Neiva, assim será. A professora pretende dar continuidade ao trabalho e repassar todo conhecimento adquirido a outras pessoas. - Quero que outras cidades copiem o que estamos fazendo aqui. A coordenadora do Napne Sirlei Bortolini disse acreditar que este é apenas o primeiro passo. A proposta é que se possa trabalhar também com os cegos na criação de peças da forma como eles percebam as coisas.

A opinião de quem entende do assunto

Muito animada em poder conhecer as peças e sentir cada detalhe do que estava tocando, Juliana Peixoto que é cega, disse aprovar a ideia do museu acessível. - Adorei tudo. Além de sentir, posso saber da descrição dos objetos através do braile. Me sinto parte da história, é muito bom, as pessoas acabam tendo um olhar mais sensível. Está aprovado!- comemora. Opinião compartilhada pelo também cego Everaldo Carniel, auxiliar administrativo do Câmpus Bento. Ele contou que suas expectativas foram superadas: - Saber é uma coisa, poder tocar é outra-.

Futuro

A assessora de ações inclusivas e gerente nacional do PAV, Andréa Poletto Sonza, adiantou que o objetivo agora é dar sequência ao projeto e fazer toda parte de acessibilidade do museu, não apenas para deficientes visuais, mas cadeirantes e outros tipos de inclusão acessível. - Depois de tantas tentativas, quando vi tudo pronto, pensei, valeu a pena. Isso quebra aquela ideia que muitas pessoas têm de que deficiente não pode sair de casa -, finaliza.

Melina Leite - Assessoria de Comunicação do Câmpus Bento Gonçalves

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